segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fase de testes de 'Titanfall' é aberta para todos os donos do Xbox One

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O estúdio Respawn Entertainment, responsável pelo desenvolvimento do game de tiro "Titanfall", abriu a fase de testes "beta" do título para todos os donos do videogame Xbox One neste domingo (16). Para participar dos testes, era necessário se inscrever no site oficial do game e torcer para receber o convite para poder jogar.
Com o este aberto, os jogadores precisam baixar o "beta" por meio da loja virtual da rede Xbox Live. O jogo está na seção de demonstrações ("demos") do serviço.
O anúncio foi feito pelo presidente do estúdio, Vince Zampella, que, por meio do Twitter, disse que o motivo de abrir o teste é para poder testar os servidores, que devem aguentar uma grande quantidade de jogadores ao mesmo tempo realizando partidas on-line de "Titanfall". Ele também afirmou que pode acontecer de nem todos os jogadores poderem acessar o teste do game inicialmente e pediu calma. "Não entrem em pânico que o game não estiver na seção de 'demos'. Ele vai aparecer ali logo mais".
Além do Xbox One, o aguardado "Titanfall", produzido pela Electronic Arts, tem versões para Xbox 360 e PC. O game chega no dia 11 de março para o videogame de nova geração da Microsoft e para PC e apenas no dia 25 do mesmo mês para X360.

Batalhas com muita ação e robôs
"Titanfall" é o primeiro trabalho do estúdio Respawn Entertainment, fundado pelos criadores da série "Call of Duty". O grande destaque do game de tiro em primeira pessoa é o uso de robôs gigantes com mais de sete metros de altura, os Titans (Titãs, na tradução brasileira da EA), em batalhas contra humanos. O game será totalmente on-line e os jogadores poderão usar seus robôs de estilos diferentes em qualquer batalha.
Alternar entre soldado e robô também muda a dinâmica das batalhas: os soldados são rápidos, andam pelas paredes e podem escalar estruturas, enquanto os Titãs são mais lentos e fortes. O jogador pode controlar a máquina com o personagem em seu interior, fazer com que ela siga o jogador, protegendo-o, ou ficar em um determinado local para proteger uma base militar, por exemplo.
Além das armas tradicionais (pistolas, metralhadoras e rifles), é possível usar canhões anti-titãs e um item eletrônico que hackeia os robôs e outros aparelhos eletrônicos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

UCHUU SENKAN YAMATO 2199 – PRIMEIRAS IMPRESSÕES

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E a Patrulha Estelar - Uchuu Senkan Yamato 2199 -, o Encouraçado Espacial Yamato, volta, trinta anos depois do fim da franquia clássica, a erguer-se novamente – e agora, com todos os requintes de uma verdadeira superprodução.

De Gundam Unicorn a Rebuild of Evangelion, o fato é que as maiores franquias da animação japonesa andam sendo mais revisitadas do que nunca em nossos dias. Assim, claro que a primeira grande destas, Uchuu Senkan Yamato, uma hora também iria ganhar seu retorno triunfal às telonas e telinhas japonesas.
Vale lembrar que a franquia criada por Leiji Matsumoto [que recentemente teve a infelicidade de seu Ozma ter recebido uma adaptação bisonhamente mediana] e Yoshinobu Nishizaki já estava dando sinais de que algo grande iria acontecer; afinal, tivemos de 2009 para cá o relançamento em grande estilo tanto da via animada [com o sucesso de Ressurection/Fukkatsu-hen, que recicla a história de uma forma bem aceitável] quanto tivemos o live action de imenso sucesso de nome Space Battleship Yamato.
Em 2012 tivemos a estreia em grande estilo [e tela grande] do rebootque promete ser a versão definitiva de Yamato para as novas audiências. Claro que a versão de 1974 sempre estará disponível para quem quiser assisti-la e sem dúvida deve ser tratada como o grande clássico fundador de um gênero e referência em diversos conceitos na animação japonesa que é; porém uma atualização refinada é uma ideia válida, ainda mais quando a BANDAI e demais parceiros investem a quantidade de dinheiro adequada ao projeto.
Claro que dinheiro sem as pessoas capazes para fazê-lo render ao menos entretenimento de qualidade de nada serve – e por isso mesmo é muito bem-vinda a presença de Yutaka Izubuchi [RahXephon] como diretor e roteirista principal desta adaptação que tem muito de copia-e-cola do original, mas ao mesmo tempo acaba sendo organizada de forma diferente e moderna.
Sim, ao menos este Primeiro Episódio – diferente apenas na música de abertura [que iremos comentar abaixo] em relação ao original já lançado em Blu-Ray e DVD – exibido em abril de 2013 no conceituado bloco Nichigou [o mesmo de Ao no Exorcist, Fullmetal Alchemist: Brotherhood e Magi] no excelente horário das 17h de domingo é quase igual ao Primeiro Episódio de trinta e oito anos atrás [e o tom da série é de absoluta reverência ao original]; mas não é simplesmente igual, copiado cena-a-cena sem qualquer planejamento e/ou criatividade – aqui o diretor e roteirista organiza a história de forma a que tenhamos uma bela introdução a altura do “concorrente” [e tão similar] Gundam Unicorn.
Primeiramente, o bom roteiro presente desde sempre ganha um ritmo mais acelerado [afinal, o espectador moderno consegue assimilar mais informação que antes] em um episódio que acaba sendo cheio de pequenos detalhes, principalmente de construção de mundo, sendo pincelados aqui e ali para a audiência. E claro, boa parte do elenco já foi apresentada, sendo que os personagens principais já tiveram algum desenvolvimento.
Obviamente temos as limitações costumeiras de um Primeiro Episódio focado antes de tudo em apresentar uma verdadeira lista de coisas ao público [ainda mais em um remake de uma série clássica], mas sem dúvida Yamato 2199 tem um ritmo excelente que deve sobretudo atrair novos espectadores a franquia.
Até porque os antigos se impressionam pela fidelidade desta série ao clássico que tanto amam. Bem, aqui vale ressaltar que apesar de tecnicamente estarmos tendo uma fidelidade realmente significativa, o feeling presente acaba sendo um pouco diluído do que foi o original; o espírito do fogo realmente morreu no Japão há muitos anos e a mudança das palavras finais de Mamoru Kodai sobre a hombridadeem se sacrificar e morrer pela Terra mostram que se perdeu um pouco do tom que muito diz sobre aquele.
Fidelidade a parte [e bem, a cena inédita aonde a tripulação de Mamoru canta rumo a morte certa é emocionante], tecnicamente a série impressiona com seus valores de produção mais típicos de OVA que de algo para TV; claro que até pelo excesso de naves – todas feitas em CG – e batalhas de escala grandiosa acabamos tendo explosões mal-feitas [e o trabalho aqui no geral é, por questões orçamentárias, pior que no citado filme em live action] que não arranham todo um trabalho que impressiona do estúdio de animação XEBEC [neste começo, com auxílio do AIC].
E se os designs foram todos melhorados, a trilha sonora também foi atualizada com maestria por Akira Miyagawa [Shin Mazinger], dando a sensação de nostalgia na medida certa ao mesmo tempo em que não soa antiga nem datada. Até algo discreto, mas sem dúvida muito eficiente.
Uchuu Senkan Yamato 2199 é uma série tão grande quanto a lenda que surgiu por trás dela. Sim, apesar dos parcos recursos presentes no original, sua escala sempre foi épica – e Yamato 2199 sem dúvida nenhuma tem a difícil missão de entregar isto ao espectador. Até aqui, tivemos um Primeiro Episódio que não pode ser classificado como excelente, mas sem dúvida é muito competente ao instigar o espectador a querer mais.
Pode ainda faltar um pouco de personalidade, mas sem dúvida temos aqui bastante potencial a ser explorado. E, claro, com o sucesso obtido no lançamento inicial, as batalhas épicas de navios no espaço estão garantidas – o que por si só é um baita motivo para você ver por que esta série tornou-se imortal como o navio da Segunda Guerra Mundial que em um futuro muito distante decide ir para o distante planeta Iskandar.
Como dito acima, a grande mudança para esta versão televisiva é a abertura [neste episódio como encerramento, seguindo a tradição de animes que querem causar impacto de cara] cantada não por Isao Sasaki do original, mas pelo chamado Project Yamato 2199, composto por trinta e cinco cantores e cantoras – incluindo o próprio Sasaki, Ichiro Mizuki, JAM Project, GRANRODEO, Nana Mizuki, Takayoshi Tanimoto, Eir Aoi, Shoko-tan e muito mais; o resultado? Um coral apenas razoável e que é inadequado para uma exibição semanal. Ainda mais quando temos disponível uma releitura do original com tema cantado somente pelo mitológico Isao Sasaki.
Fora isso, esta nova abertura é muito bem-feita [sim, mesmo com a Yamato agora totalmente modelada em 3DCG] e ainda conta com o luxo do storyboard feito por nada mais nada menos que Hideaki Anno [Evangelion, Gunbuster, Nadia]. Abertura nova acima, antiga – e melhor – abaixo. Qual a melhor? Comentem!


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